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Perguntas Frequentes - FAQ

 

Aqui você encontra as principais dúvidas sobre Ceratocone, Transplante de Córnea e Doação de Córnea.

 

O QUE É?

o que é ceratocine

Ceratocone é uma condição em que a córnea possui uma elasticidade alterada e com isso ela vai tomando a forma de um cone! Com isso vai aparecendo graus progressivos de astigmatismo e , ás vezes, miopia, causando uma visão borrada, com sombras.

O que causa?

É uma doença congênita, porém pode sofre alterações externas, por exemplo, pode se agravar com trauma constante de coçar o olho. Como é congênita, ela é progressiva e o gene determina quando vai parar de evoluir. Geralmente se inicia aos 10-12 anos e pode progredir ate 30-35 anos.

Como é tratado?

Como não conseguimos " mudar o gene", tratamos o que ele causa, corrigindo a visão ruim com:

Óculos nos casos iniciais

Lentes de contato: existem vários tipos de lentes. A melhor para o olho e que confere melhor visão é a lente " dura".

anel intra corneano

Implante de anel intra-corneano: quando a lente de contato não confere boa visão ou, o paciente não consegue adaptação adequada, por tempo suficiente, em alguns graus de ceratocone o implante do anel pode ser indicado, com o objetivo de voltar à enxergar usando óculos ou lente de contato, mas de uma maneira mais independente. O anel não para a doença, mas pode alterar sua evolução.


cornea

Transplante de Córnea: casos mais avançados, onde o anel não teria uma boa resposta, o transplante de córnea é indicado com o intuito de fornecer condições para enxergar usando óculos ou lente de contato. Existem técnicas distintas de transplante de córnea, buscando sempre uma recuperação mais rápida e segura para o paciente. No ceratocone tentamos sempre que possível realizar o transplante lamelar anterior, diminuindo o risco de rejeição e aumentando a duração do transplante.


refrativa

Cross link: crosslink é uma aplicação realizada na córnea utilizando ultra-violeta e riboflavina, com o objetivo de ESTACIONAR a doença. È um tratamento rápido, pouco doloroso, mas pode ter complicações. Por isso somente é indicado quando temos uma documentação da evolução da doença. É importante que o paciente com ceratocone seja acompanhado com exame oftalmológico e alguns exames de imagem, buscando a evolução da doença, para que uma vez feito o diagnóstico de evolução, o tratamento seja feito, tentando evitar que o paciente possa necessitar de um transplante de córnea.

Como é a recuperação visual após a cirurgia?

A reabilitação visual após as cirurgias de anel e crosslink é relativamente rápida e pós transplante de córnea é mais lenta. È importante lembrar que nenhum procedimento tem como objetivo " retirar a lente" do paciente, mas pode diminuir sua dependência á correção. Atualmente, cada vez mais associamos procedimentos no tratamento destes pacientes, buscando a independência da correção óptica.

O QUE É A CÓRNEA?

A Córnea é um tecido transparente, sem vasos, com alto poder refrativo, que cobre a íris ( colorido do olho). Se o olho fosse um relógio, a córnea seria o vidro do relógio. Qualquer alteração em sua transparência, forma ou grau pode acarretar baixa visual, sendo necessário tratamento clínico ou cirúrgico. Quando a alteração é muito importante, o transplante de córnea é o procedimento cirúrgico indicado, onde a córnea doente de um paciente é substituída por uma córnea sadia de um doador cadáver. O transplante pode ser da córnea em toda sua espessura ou parcial, dependendo da patologia.

O transplante de córnea pode ser indicado para recuperação da visão, para tratamento de doenças sem resposta ao tratamento clínico ou mesmo para manter o globo ocular na sua estrutura.

Para que o paciente recupere a visão com o transplante de córnea, é necessário que o restante do olho esteja funcionando bem.

Tipos de Transplante

cornea

Atualmente os transplantes podem ser parciais ou totais, feitos com laser , microcerátomo ou manuais. Dependo da doença do paciente, o médico deve escolher a melhor opção, buscando melhor recuperação e menor complicação.

Penetrante: O transplante é penetrante ou total quando a doença acomete a córnea em toda sua espessura e é trocada em toda sua espessura. È a técnica mais comumente utilizada. Requer sutura e pode ter complicações relacionadas à cirurgia como infecção, hemorragia, ruptura de pontos e rejeição.

Lamelar Anterior: Nesta técnica, somente a parte anterior da córnea é trocada. Pode ser utilizada em casos como ceratocone, cicatrizes superficiais e algumas distrofias. Requer sutura e a grande vantagem é que não tem risco de rejeição endotelial, que é uma das responsáveis por perda do tecido.

lamelar

Lamelar Posterior ou Endotelial: Nesta técnica, somente a parte posterior da córnea é trocada. Pode ser utilizada em paciente com doença do endotélio, mas com a parte anterior normal, como por exemplo, a ceratopatia bolhosa e a distrofia de Fuchs. Este transplante permite uma recuperação muito mais rápida, sendo necessários 1 ou 3 pontos e com baixo risco de rejeição. Pode ser feito em associação com a cirurgia de catarata.

Femtossegundo: O laser de femtossegundo é um laser infravermelho, que produz pulsos ultra-rápidos, criando uma separação a nível molecular das lamelas corneanas, através da criação de bolhas de água e CO2 ( fotodisrupção). Milhares de pulsos são emitidos de forma rápida e de acordo com as especificações dos diferentes aparelhos, os cortes na córnea podem ser modificados em relação à sua localização, diâmetro, profundidade, arquitetura de corte. Existem diferentes aparelhos de laser de femtossegundo que se diferenciam nas diferentes formas de cortar o tecido corneano. È usado para realização de transplante de córnea, cirurgia refrativa, implantes de anéis e lentes, entre outras utilizações. A maioria dos aparelhos permite a realização de diferentes padrões de incisões, que combinados, podem ser utilizados em diferentes situações, como por exemplo, o transplante chamado modelado, onde a incisão na córnea doada e receptora apresentam diferentes modelagem, de acordo com a patologia do pacientes .

As vantagens de um transplante modelado são:

Maior área de contato na incisão: causa uma cicatrização mais forte na incisão, o que permite uma estabilização mais rápida da refração; maior resistência maior à traumas e retirada precoce de sutura.

O uso do laser de femtossegundo para transplantes penetrantes permite uma melhor acuidade visual, menos aberração, melhor sensibilidade ao contraste, recuperação visual mais rápida e pode conferir menor astigmatismo.

O que é rejeição?

Rejeição é uma reação inflamatória, onde o organismo do paciente reconhece o tecido ( córnea, esclera ou célula tronco) como não sendo próprio e tenta, com inflamação, destruir o mesmo. A rejeição pode acontecer em qualquer época da vida, mas é mais comum no primeiro ano de transplante. Quanto mais tempo passa, menor o risco de rejeição, mas , ela pode acontecer em qualquer época da vida.

A rejeição pode ser tratada e a córnea pode voltar ao normal, desde que precocemente. O paciente deve saber reconhecer os sinais de rejeição e procurar o oftalmologista imediatamente. Quanto mais rápido o tratamento for iniciado, maior a chance da córnea voltar ao normal.

Os sinais de rejeição mais comuns são:

  • Olho vermelho
  • Embaçamento visual
  • Dor leve
  • Fotofobia ( intolerância 'a luz)

O tratamento da rejeição pode ser feito somente com colírio de corticóide e, as vezes requer tratamento sistêmico. Caso a córnea seja destruída com a rejeição, o paciente pode ser submetido a um novo transplante, porém, o risco de nova rejeição será maior. O risco de rejeição em um transplante depende de vários fatores, desde a causa do transplante até o acompanhamento pós-operatório.

Como é a recuperação visual pós-transplante?

A recuperação é relativamente lenta. Nos transplantes endoteliais ela é mais rápida, mas a visão definitiva somente é obtida depois de 6 meses a 1 ano. A retirada de pontos é iniciada em torno do terceiro mês, e é feita no consultório, dependendo da visão do paciente, do seu graus e de sua topografia. Em torno do 4-6 mês, conseguimos prescrever um óculos ou lente de contato provisórios para o paciente. È importante ressaltar que o objetivo do transplante é dar condições para o paciente enxergar usando óculos ou lentes de contato. Depois da retirada total de pontos e estabilização de grau, é possível associações de tratamentos com laser, anel ou lentes intra-oculares, buscando a independência da lentes.

Cuidados Pós-Operatórios

Paciente operado de transplante de córnea geralmente não pode fazer esforço físico ou carregar peso por 3 ( três) meses. Orientamos evitar piscina e mar por 30 dias. As outras atividades podem ser feitas normalmente, logicamente evitando traumatismo ocular.

O QUE É BANCO DE OLHOS?

São entidades sem fins lucrativos que tem por finalidade promover, divulgar e esclarecer a população quanto à importância da doação; realizar a busca ativa de possíveis doadores, remover as córnea doadas, avaliá-las e processá-las, garantindo sua qualidade.

Como é feita a distribuição da córnea?

A distribuição da córnea é feita pela secretaria da saúde, conforme determina a Lei de Doação de órgãos. O paciente que precisa de um transplante é inscrito pelo seu médico na lista da secretaria, e, por ordem de inscrição e urgência, quando uma córnea está disponível, um sofware feito exclusivamente para isso pelo Ministério da Saúde, libera a lista dos possíveis receptores para esta córnea. A córnea é então oferecida ao médico, que, levando em consideração as características da córnea e as necessidades do seu paciente, aceita ou não o tecido para transplante.

Quem pode ser doador de córnea?

Todos podem ser doadores de córnea, desde que haja uma triagem na causa morte, idade a autorização familiar. Se você quer ser um doador INFORME SEU DESEJO Á SUA FAMÍLIA! O banco de olhos somente pode retirar a córnea perante a autorização da família.

O que deve fazer a família do doador?

A família deve avisar o Banco de Olhos imediatamente após a morte do doador, pois as córneas poderão ser retiradas até 6 horas sem refrigeração do corpo e 24 horas com refrigeração.

A doação de córneas pode alterar a aparência do doador?

Normalmente a retirada é um procedimento rápido que não altera a aparência do doador. Porém, dependendo da doença e uso de medicamentos, pode haver um sangramento maior e causar uma equimose.

Se alguém quiser doar as córneas para uma pessoa determinada, pode ser feito?

Não, pois de acordo com a Lei de Doação de Órgãos, existe uma lista de espera para cadastro de pacientes que é utilizada para a distribuição do tecido.

Qualquer córnea pode ser utilizada para transplante?

Não! O tecido para ser utilizado passa por vários exames laboratoriais e oftalmológicos. Inicialmente é feita uma triagem rigorosa sobre o doador, sua vida, idade, causa de óbito, doenças infecciosas e hábitos existentes. Uma vez feito isso e na ausência de contraindicação, a córnea pode ser retirada, juntamente com sangue do doador, que será submetido à exames para Hepatite C, B e HIV. A córnea é também examinada em vários aparelhos e classificada de acordo com seus achados. Existem critérios mínimos de segurança para um tecido ser distribuído pelo banco de olhos.

Pessoa que tem qualquer deficiência nos olhos pode ser doador?

Sim, mesmo que tenha miopia, astigmatismo, outras doenças de córnea, catarata, etc. O tecido doado por ser utilizado para um paciente, para pesquisas científicas ou treinamento cirúrgico de novas técnicas.

Legislação

Existe legislação federal e estadual para doação de órgãos e tecidos, bem como para a distribuição dos mesmos. Se houver interesse de sua parte, a lei está disponível no site do Ministério da Saúde, Sistema Nacional de Transplante : www.Saude.gov.br - Transplantes

Sobre a Catarata

Catarata é a opacificação do cristalino de seu olho. O cristalino, localizado exatamente atrás da íris ou parte colorida de seus olhos, funciona como a lente de uma câmera focalizando a luz e as imagens sobre a retina que através do nervo óptico envia as imagens para o cérebro.

catarata

Em mais de 90% dos casos a opacificação ou embaçamento do cristalino é causado pela idade, ou seja, é um processo natural do envelhecimento. Porém, algumas outras causas de catarata são: congênita, ou seja desde o nascimento; traumática, ou seja após trauma sobre o globo ocular e ainda secundária à uso de alguns medicamentos e associada à doenças sistêmicas.

A catarata pode ser a causa pela qual imagens antes nítidas tornam-se borradas. Também por esse motivo, os óculos ou lentes de contato que costumavam ajudá-lo na leitura ou na realização de tarefas simples parecem não ter mais utilidades. Quando diagnosticado com catarata, a única maneira de solucionar o problema é remover o cristalino natural opacificado por meio de uma técnica cirúrgica chamada facoemulsificação, onde a catarata é triturada e aspirada ao mesmo tempo através de um equipamento próprio de ultrassom. Após a retirada do cristalino opacificado, é inserida uma lente intra-ocular transparente para restaurar sua visão. As lentes intra-oculares comuns protegem apenas contra a luz ultra-violeta.

Existem diferentes tipos de lentes intra-oculares: monofocais, multifocais e tóricas. A escolha da lente baseia-se em cada caso e deve sempre ser discutida com seu médico. As lentes monofocais corrigem a miopia ou a hipermetropia que o paciente apresenta antes da cirurgia. Quando utiliza-se essa lente normalmente o paciente necessitará de um óculos para perto (presbiopia) e poderá necessitar também de um para longe. A lente multifocal corrige a miopia ou a hipermetropia e também a presbiopia. O paciente tem uma grande possibilidade de não usar nenhum óculos após a cirurgia. As lentes tóricas corrigem o astigmatismo; ela pode ser monofocal ou multifocal.

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